Os Estados Unidos estão realizando um teste de DNA para confirmar a identidade de Osama bin Laden, morto neste domingo em uma operação militar do país no Paquistão.

O teste está sendo realizado em amostras de sangue retiradas do corpo de Bin Laden, segundo fontes ligadas ao governo americano.
Os militares usaram ainda técnicas de reconhecimento facial para ajudar a identificar o terrorista, que passou os últimos anos escondido em uma mansão luxuosa e ultraprotegida em Abbottabad, cerca de 70 km da capital paquistanesa, Islamabad. Não há fotos recentes de Bin Laden e as que existem são em sua maioria, divulgadas pelo próprio grupo terrorista ou retiradas de vídeos.
Os militares da força de elite que comandaram a operação tiraram ainda fotografias do corpo de Bin Laden com um tiro na cabeça. O governo americano não decidiu, contudo, se vai divulgar essas imagens e, caso divulgue, como e quando.
Canais de televisão do Paquistão chegaram a exibir nesta segunda-feira imagens do suposto corpo de Bin Laden, mas retiraram do ar admitindo que a foto era falsa.
Vários canais haviam mostrado uma imagem "não confirmada" do rosto ensanguentado de Bin Laden após os Estados Unidos terem anunciado que ele havia sido assassinado.
Na imagem, Bin Laden ostentava uma barba negra e espessa, com uma quantidade menor de cabelo branco da que havia mostrado o mais recente vídeo do terrorista ainda em vida.
Também havia marcas de sangue na testa e têmporas de Bin Laden. O olho direito estava fechado, mas parte do olho esquerdo era visível.
"Era uma imagem falsa, ela já havia circulado na internet em 2009", afirmou Rana Jawad, diretor do canal Geo TV de Islamabad. "Fomos checar e descobrimos que ela era falsa, então retiramos imediatamente do ar".
A morte de Bin Laden foi anunciada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, na noite deste domingo. O Paquistão afirmou horas mais tarde que não havia participado, 'em acordo com a política dos Estados Unidos' de luta contra o terrorismo.
Um comando transportado por helicópteros das forças especiais da Marinha americana matou Bin Laden em uma casa muito protegida em Abbottabad, cidade 70 km ao noroeste de Islamabad. A ação teria durado cerca de 40 minutos, começando 22h30 do horário local.
Obama disse ainda que o corpo havia sido levado sob custódia dos Estados Unidos --a imprensa americana menciona que o sepultamento já foi feito no mar, mas a informação não foi confirmada.
"Nesta noite tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes." "A justiça foi feita", afirmou o presidente dos EUA.
Foi neste domingo, segundo o presidente, que deu a ordem para uma equipe de soldados dos EUA capturar Bin Laden. Obama afirmou que nenhum americano foi ferido. Funcionários do governo dos EUA detalharam que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque.
"Finalmente, na última semana, eu determinei que nós tínhamos informações suficientes para agir (...) Depois de troca de tiros, eles mataram Osama bin Laden e tomaram seu corpo sob custódia", afirmou Obama.
"Nós não vamos tolerar ameaças a nossa segurança nacional ou aos nossos aliados. Não há dúvidas que a Al Qaeda continuará a atacar", disse ainda durante o pronunciamento, ressaltando o que disse George W. Bush quando presidente: que a "Guerra ao Terror não é contra o Islã". "A Al Qaeda é um destruidor em massa de muçulmanos", afirmou.
Enquanto ele falava, centenas de pessoas estavam concentradas em frente à Casa Branca, em Washington, para comemorar com gritos de alegria e mensagens patrióticas a morte. Seguravam bandeiras, cantavam o hino nacional e bradavam "USA". Na Times Square, em Nova York, outra multidão tomou as ruas (veja as fotos).
Em um comunicado, o Ministério paquistanês das Relações Exteriores afirmou que o país não participou da ação e reconheceu que a morte do homem mais procurado do mundo --tido como mentor dos ataques do 11 de setembro de 2001 -- representa um "grande revés infligido às organizações terroristas do mundo" e "ilustra a determinação da comunidade internacional, e do Paquistão, de combater e eliminar o terrorismo".
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Operação que matou Bin Laden era planejada pelos EUA desde agosto.
O ataque das forças norte-americanas que resultou na morte de Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, no domingo (1º), estava sendo planejado desde agosto do ano passado, quando os americanos conseguiram uma pista segura sobre seu paradeiro, após mais de quatro anos de investigações.
A operação teria sido feita com helicópteros e durado cerca de 40 minutos, relataram funcionários do governo americano, sob condição de anonimato. Após um tiroteio, Bin Laden teria sido baleado na cabeça. Obama autorizou a execução na sexta-feira.
De acordo com os oficiais dos EUA, ao todo foram usados quatro helicópteros na operação, que aconteceu em uma fortaleza do líder terrorista na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão. O ataque foi feito exclusivamente pelas forças americanas, segundo a chancelaria paquistantesa.
Oficiais dos Estados Unidos disseram que rastrearam Bin Laden até chegarem a sua localização.
O ataque teria sido realizado pela força de elite da marinha, a SEAL, que teria chegado até a Fortaleza nos helicópteros, dando início a um tiroteio. Na troca de tiros, Bin Laden teria sido baleado na cabeça, disseram oficiais do governo dos EUA, acrescentando que os militares americanos resistiram aos ataques dos oponentes.
Poucas horas após o anúncio do ataque pelo presidente dos EUA Barack Obama, autoridades paquistanesas e uma testemunha disseram que os guardas de Bin Laden abriram fogo a partir do telhado do edifício e, nessa hora, um dos helicópteros teria caído.
Bin Laden foi identificado por reconhecimento facial, afirmou um oficial, que se recusou a dizer se também foi feita análise de DNA.
Funcionários do governo americano também afirmaram que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque.
Um dos homens seria um dos filhos do terrorista. Outros dois trabalhavam como mensageiros para Osama. Já a mulher teria sido morta ao ser usada como escudo humano por uma das vítimas. Ainda não havia confirmação oficial destas informações.
Funcionários disseram que a operação era tão secreta que nenhum funcionário estrangeiro foi informado com antecedência, apenas um pequeno grupo sabia a repeito do que se desenrolava a meio mundo de distância.
O esconderijo de Bin Laden ficava a 730 metros da academia militar Abbottabads Kakul, a principal do Paquistão.
Explosões
O som de pelo menos duas explosões teria abalado a região. Chamas eram visíveis após o ataque ao edifício. De acordo com uma testemunha, o ataque militar foi realizado no escuro.
"Ouvi um som de um trovão, seguido de uma forte disparada. De repente, os disparos foram interrompidos. Depois, houve um novo som de trovão e, em seguida, uma grande explosão", disse Mohammad Haroon Rasheed.
"De manhã, quando saímos para ver o que aconteceu, alguns destroços do helicóptero estavam caídos em um campo aberto."
Um oficial paquistanês na cidade disse que os combatentes abriram fogo no telhado contra os helicópteros com lança-granadas. Outro oficial disse que os quatro helicópteros decolaram da base aérea de Ghazi, no noroeste do Paquistão.
Fonte: www.globo.com
Após morte de Osama bin Laden, Talibã ameaça Paquistão e EUA.
O braço paquistanês do Talibã ameaçou retaliar a morte de Osama bin Laden com ataques a líderes locais, inclusive o presidente Asif Ali Zardari, ao Exército do Paquistão e aos EUA.
"Atualmente no poder no Paquistão, o presidente Zardari e o Exército vão ser nossos primeiros alvos. A América vai ser nosso segundo alvo", disse o porta-voz Ehsanullah Ehsan à agência Reuters, falando de um local não revelado.
O movimento fundamentalista islâmico do Talibã é aliado da rede terrorista da al-Qaeda, criada por Bin Laden.
Fonte: www.globo.com